Trabalho em Equipe, Profissionalismo e Aprendizagem.
Boa noite a todos que comparecem a esta cerimônia de formatura. Diretor da UNIP e coordenador do curso de Administração de Empresas e Comércio Exterior, professor Mestre Edison da Silva Monteiro, diretora da UNIP professora Terezinha Carmem Gandelman, que aqui representam o magnífico reitor, professor Doutor João Carlos Di Genio, a Diretora do Instituto de Ciências Sociais e Comunicação, no qual este curso está inserido, professora Marisa Paixão, o coordenador geral dos cursos de Administração de Empresas da UNIP, professor Mestre Fábio Gomes, coordenadores de outros cursos, colegas professores, funcionários, pais, amigos e convidados. Caros formandos, uma noite em sala de aula, subitamente fui abordado por alguns alunos que estavam ali para me comunicar oficialmente que eu como professor havia sido escolhido pela classe do último ano do curso de Administração de Empresas e Comércio Exterior da UNIP Santos, para ser o PATRONO DA TURMA 2007.
Em mais de dez anos como professor no curso de Administração de Empresas da UNIP, já me qualificaram como professor “gente fina”, “legal”, “sério”, “sangue bom”, “inteligente”, “atencioso”, “rigoroso”, “chato”, “exigente”, “profissional”, “estudioso”, “Caxias” e outros adjetivos que nem é bom lembrar agora. Por outro lado, quando me falaram que seria Patrono, entendi que uma das denominações me caia bem, pois, para mim, o patrono que conhecia estava nos livros de história: Duque de Caxias. Dentro do universo de significados das denominações a mim atribuídas, escolho uma frase que os alunos me tranqüilizaram sobre o que professo: “o professor Evandro pode ser tudo, mas uma coisa ninguém pode questionar, ele é profissional”. Por tudo isso, precisei de uma semana para digerir o convite e o motivo da classe me escolher como Patrono. Na primeira aula após o ocorrido, agradeci pela lembrança em tão honrosa missão e comentei em forma de pergunta: “Como que a classe que eu dei mais trabalho poderia me convidar para ser seu PATRONO? Trabalho. Foi isso que fez me escolherem.
Em três anos que nos cruzamos pelos corredores da universidade e em disciplinas diferentes, nunca deixamos de “inovar”. O Código de Ética dos alunos de Administração de Empresas, a Mostra de Responsabilidade Social, a Empresa Junior, a Feira de Planos de Negócios, o Canal da Cidadania e o Show Room de Administração, para citar alguns dos trabalhos que esta turma de profissionais, criou no curso e talvez seja cedo para avaliar o significado e a importância destas ações, o certo é que fizeram a diferença na formação de todos vocês.
Aprendemos juntos que a ética é a atitude que embasa moralmente cada indivíduo no exercício de sua profissão e na gestão socialmente responsável. Empreender é mais que sonhar. É preciso resultado efetivo, controlado, planejado. Para administrar uma empresa é necessário talento, técnica, conhecimento, criatividade e disciplina. Quando algum aluno observava algo acontecendo na universidade, imediatamente associava que ali existia a mão do professor Evandro, o que nem sempre era verdade. O importante de tudo é que não houve uma vez que esta turma ao ser desafiada em alguma ação, não respondesse positivamente e mesmo sem compreender muito bem o pedido, sempre confiou de forma otimista na nossa orientação como professor. Profissionalismo e trabalho em equipe. Foi isto que construímos juntos em nossa relação de aprendizagem.
A universidade deve orientar o pensar técnico das ações humanas, aplicando o conhecimento em beneficio das gerações futuras, seja por meio da produção de teorias que solucionem problemas complexos de qualidade de vida, seja criando inovações tecnológicas que respondam eticamente às demandas da sociedade moderna. Vocês concluíram um ciclo muito importante na vida profissional, foram aprovados com êxito em 49 disciplinas gerais e específicas, de raciocínio, sistêmicas, cartesianas, dialéticas, históricas, sociais, econômicas, aplicadas, científicas e de produção do conhecimento. Mais de 3.000 mil horas foram necessárias de pesquisa, leituras e dissertações. Foi preciso 200 minutos diários de segunda a sexta feira para se transformarem em bacharéis de Administração de Empresas.
Finalmente, chegou o dia, os senhores e as senhoras estão formados. Daqui para frente, o que acreditarem se materializará, se seus modelos mentais lhes remetem para o pessimismo, então, não esperem que coisas boas lhes aconteçam, agora, se os seus modelos mentais lhes colocam diante do otimismo, a decisão é somente de vocês de seguirem a frente de seus tempos ou ficarem parados esperando que as coisas aconteçam. De uma forma ou de outra, sendo otimistas estarão dando o primeiro passo e, por incrível que pareça, a natureza se encarregará de fazer o que for preciso para que o universo conspire a favor. Assim, no otimismo, mesmo "não fazendo nada", as coisas acontecem; Agora, se vocês não forem capazes de sinalizarem o que desejam, sonham e ambicionam profissionalmente, então, sem perceberem, tornaram-se pessimistas, impotentes, pessoas que depositaram suas frustrações naqueles que estavam mais próximos; O resultado desta relação humana é o que denomino de “emoção predadora” ou mais grotescamente falando, “vampirismo energético”.
O mercado que vocês administradores já encontram pela frente é predador, portanto, estejam atentos, vigilantes e se a figura do Patrono significa proteção e apoio, então, convoco a todos vocês para serem patronos um do outro na busca da excelência, concorrentes da qualidade, mas, artífices da cooperação no exercício de suas profissões. Vão, a sociedade precisa da sensibilidade humana que educaram juntos na graduação universitária e as empresas contam com este diferencial. Vão e olhem sempre para trás, sem medo ou temor do passado, mas, com orgulho, otimismo e a paixão de quem tira hoje, a força da liderança empreendedora do futuro. Boa sorte e muito obrigado.
Escrito por EVANDRO às 13h51
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Conferência Internacional na UNIP - Santos
“A humanização da Cidade – Planejamento orgânico e Gestão Inovadora do Território”
 O professor doutor Evandro Prestes Guerreiro, que foi orientando do conferencista no doutorado em Planejamento Regional e Urbano, apresentando o professor catedrático da Universidade Técnica de Lisboa, o urbanista Manuel da Costa Lobo, fundador da Associação Internacional de Urbanismo, ex-presidente da Associação Portuguesa de Urbanismo, fundador do Centro de Sistemas Urbanos e Regionais do Instituto Superior Técnico de Lisboa, professor convidado de universidades na Espanha, Turquia, Macau e Moçambique, autor de diversos livros. Doutor Evandro evidenciou que ouvir a análise de um pesquisador europeu respeitado pela sua visão humanista da cidade e a significativa contribuição teórica que têm feito ao planejamento enquanto abordagem orgânica é fundamental para compreender a vocação econômica no âmbito local e global. O conferencista alertou sobre os diversos riscos que a modernização da cidade produz na vida humana, tais como: poluição, congestionamento, degradação, exclusão social, escala econômica, perda de acessibilidade, desconforto e outros impactos gerados com o crescimento desordenado. Para o conferencista europeu a saída inteligente é pensar a cidade como um organismo vivo que deve ser planejado organicamente. Nesta lógica de raciocínio, apresentou os postulados para o planejamento orgânico: o respeito pela natureza e a solidariedade humana que devem ser monitoradas a partir da informação, a comunicação e a organização.
Escrito por EVANDRO às 21h10
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